“A Rede Social” – …Rafael Contra não gosta disto
- Quinta-feira, Novembro 4, 2010, 17:13
- Contra Picado, Destaque
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CONTRA PICADO/GF – Eu não tenho uma página de Facebook porque não tiro fotografias quando vou à praia. Ou sair à noite. Ou à casa-de-banho. Eu não tenho Facebook porque não quero tratar de uma quinta virtual. Ou de uma verdadeira, já que perguntam. Eu não tenho Facebook porque não preciso de uma página de internet para saber que a humanidade é parva, dá erros ortográficos e é pouco interessante. Bastam-me os resultados eleitorais. Eu não tenho Facebook porque para ver mulheres despidas vou sair à noite para o Cais do Sodré e entro em estabelecimentos com pouca luz ambiente. Ou leio os anúncios centrais dos classificados do Correio da Manhã. E eu não tenho Facebook, principalmente e mais importante, porque a minha mãe tem.
Uma pessoa só arranja uma página numa rede social para fazer uma de três coisas: arranjar sexo, arranjar sexo ou controlar os filhos, a ver se eles andam a arranjar sexo. Um aviso para todos os utilizadores de “Facebook”: se não têm amigos na vida real, não vale a pena fingir que têm na internet. As relações de amizade pelo Facebook estão a tornar-se nas conversas de elevador do mundo cibernético. Vazias, rápidas e normalmente desagradáveis para um dos lados. E os amigos de Facebook são os novos amigos imaginários. A verdade é que o “Facebook” não é mais que o “Hi Five” depois de perder a virgindade: já não está tão desesperado, nem tão badalhoco, mas continua com más companhias. Um filme sobre isto é puramente desnecessário. Tanto a internet como o Facebook já são locais onde se mente por definição. Uma mentira sobre uma mentira é só triste – e se não entendem o que quero dizer com “triste”, tomem o cabelo do Justin Timberlake no filme como referência. Se queriam fazer um filme sobre inventores de coisas inúteis, podiam escolher outras coisas ainda mais inúteis como a Segway, a revista “Cais” ou o CDS-PP.
O meu conselho cinematográfico desta semana está relacionado com redes sociais, mas em bom. Karl Karlov Pipo, um ucraniano de meia-idade e meia estatura – é anão – passou 7 meses da sua vida a ser acompanhado por uma equipa de filmagem. Com o objectivo de provar a futilidade e frieza da intimidade criado pelo “Facebook”, por todas as pessoas, locais e objectos que passava berrava a plenos pulmões “Gosto!” enquanto apontava com o mindinho. As 9 horas de filme são uma sequência de 86592 “gosto’s” de Karl, sem parar, sempre a gritar. O filme tem como título “Gostas?”.












Ok, eu quero os meus cinco minutos de vida de volta. Este post é (novamente) a prova que este país se rende demasiado facilmente ao mínimo denominador comum defecado lá de fora, principalmente aquele que pior cheira, neste caso o “hipster cool” disfarçado de comentário pseudo-intelectual.
Sim, ter uma página de facebook é ser mais uma ovelha no rebanho (o que não faz muito sentido para quem vê o o T de twitter, o F de facebook, etc em links logo a seguir ao comentário) mas ser um blogger de vão de escada a encher chouriços semanalmente com o nada que tem a dizer, para além da obrigatória misantropia adolescente típica deste estilo de lixo ciberespacial, isso sim é uma bela forma de se destacar da “parvoíce da humanidade”.
Recomendo a quem, como eu, perdeu tempo de vida útil com esta rubrica, a versão deste blog, mas com mais qualidade (ou “em bom” – para bons entendedores, a quem meio português chega).
http://www.kafkamaine.com/hatebynumbers/
Para que fique claro, este “contra comentário” foi estúpido, infantil, e não teve piada nenhuma. E isso sim é um grande pecado.
O filme do anão deve ser interessantissimo. Ao contrário do FB. Obrigado, não sei quantos. não me lembro agora do seu nome e não estou para ir lá acima vê-lo.
Foi a parte do CDS que vos irritou?
Uma vez à porta do Campo Pequeno, antes de uma tourada, também disse mal do CDS e aconteceu-me a mesma coisa. Irritei pessoas que me trataram por você. Desde esse dia deixei de falar de touros de morto, do CDS ou de camisolas de manga comprida pelos ombros a forcados, namoradas de forcados ou pessoas de cabelo à frente dos olhos.
eu não sei…eu não sei…mas apoquentam-me pessoas como o Dziga…irra c’ua breca seja isto uma charrete blinada oh meças…se não entendem a piada, não comentem como se fosse a sério…cuaralhos pá…
É muito giro rafael contra. E original. Um angry man em 2010. Só está 70 anos atrasado.
Contra é apelido, não é alcunha., já percebi Temos todos que estar a favor? Ou quê? Vamos para o Campo Pequeno? Já se quis por lá gente.
Marta, não se apoquente. Tem a camisolinha onde deve. Na carinha e não nos ombros.
Que é para não ler o Houaiss. Faz bem. Dá muito trabalho.
ps- a propósito, o que é o CDS?