“Bruno” – Um atentado à bomba na decência, nos bons costumes e na sexualidade dentro do armário
- Quinta-feira, Julho 9, 2009, 12:28
- Contra Picado, Destaque
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CONTRA PICADO/GF – A sensação que eu tive ao ver este filme foi a mesma de estar a ser abraçado por dois lutadores de sumo, suados, peludos e com icterícia, enquanto que uma multidão de 200 funcionários públicos me atiravam dvd’s do Bad Boys II às têmporas, entoando o hino da alegria em repeat. Não bastava ter nome de cão, “Bruno” é também austríaco, homossexual e parvo. Havia mais alguma coisa que o tornasse mais sectário, estereotipado e insultuoso? Apenas se fosse candidato à presidência do Benfica. Sasha Baron Cohen julga que faz comédia. Julga que faz documentários. Julga que faz cinema. Mas não faz. Faz sketch’s pseudo-cómicos de hora e meia pegando em temas frágeis da sociedade e gozando com eles qual bully da terceira classe. Começou com um “dread” ignóbil e estúpido. Toda a gente riu. Riram-se das piadas com droga, com armas e com rabos. Passou para um “europeu de leste” racista e incestuoso. Riram-se das piadas sobre xenofobia, judeus e rabos. E agora chegou a “Bruno”.
As pessoas vão-se rir das piadas sobre homossexualidade, misoginia e rabos. Isto não é comédia. É um pontapé nos tomates de quem é diferente, de quem tem de viver a vida toda dentro de um armário fechado e pouco arejado. Gozar com tabus não é fazer comédia. É atirar pedras ao ar, correndo para longe. É cuspir contra o vento, baixando-se no último segundo. É gritar um insulto no trânsito, estando-se a pé. Ainda para mais, isto não é um documentário. Algo encenado, organizado e actuado não é um documentário. Um documentário é o “Nannok of the north”. Não é uma sequência de cenas chocantes a imitar os apanhados da SIC. Aprendam a fazer rir e deixem de chocar apenas pelo atractivo do horror. Aprendam a fazer rir e parem de deitar sal, pó de talco e ácido na ferida. O que mais há a dizer sobre Sasha Baron Cohen? O seu único trabalho como actor foi em “Sweeney Todd” de Tim “adoro-coisas-emo-e-repetitivas” Burton. O que faz todo o sentido. Em nenhuma outra altura eu quis mais cortar a minha própria garganta e comer-me em forma de empada.












man, já li duas ou três das tuas críticas, para tentar perceber se gostas de alguma coisa. Ok, o cinema comercial é uma merda? Então, NÃO VÁS VER. Se queres mesmo “educar o povão” vai ver filmes que a partida não sejam de pipocas. E o Bruno não goza com a homossexualidade, como Borat não gozava com a Europa de Leste. Goza com os preconceitos do Ocidente. Se tu vês ali sombra de um retracto da homossexualidade tu é que tens os preconceitos. Não foi por acaso que o Elton John participou daquele final musical. Se há uma coisa que prende “no armário” é o silêncio. Aprender como são os estereótipos serve para ver as pessoas como são na verdade.
Senhor Telmo Alcobia, permita-me sugerir uma experiência. Leia outro artigo deste jornal. Qualquer artigo. Vá, eu espero… … … Já leu? Agora, pense bem no grau de veracidade do artigo que acabou de ler. “António Costa forma Voltron para enfrentar Santana” parece-me um bom exemplo para explicar o meu ponto. Agora, volte a olhar para esta crítica. Percebeu? Ainda não? Talvez se olhar para o url em cima e vendo que o site d’ “O Indesmentível” origina de um site chamado Priorado de Idiotas…
Caro Pedro. Esse comentário parece-me indesmentível
Obrigado
“Story tellers” humorísticos da nossa anedótica sociedade.
O desculparem-se de um artigo de má qualidade com o “ah, isto é opinião de idiotas”, é muito fraco e fácil… Se assim for, nem percam tempo a escrever…
A verdade é que gosto do Indesmentível, acompanho e divulgo, tirando esta rubrica “Contra Picado” pois é de péssima qualidade e nem se enquadra no resto do site.
Pois…É como tu. Pensas que fazes críticas de cinema, mas não fazes…