“Distrito 9” – Uma espécie de “Zona J” mas em versão nerd e má

cartao rafael contra “Distrito 9” – Uma espécie de “Zona J” mas em versão nerd e máCONTRA PICADO/GF – A sensação que eu tive ao ver este filme foi a mesma de estar num hospício Venezuelano, a receber um tratamento de choques intensivo dado pelo Steve Jobs, Bill Gates e George W. Bush, enquanto todos, em coro, recitavam o blog do Pacheco Pereira. Coitadinhos dos nerd’s que há meses, desde da estreia de “Star Trek”, que não tinham razão para largar os computadores, saírem da cave das mães e irem ao cinema. Finalmente tem aqui aliens, naves, conspirações e híbridos humanóides para se masturbarem intelectualmente. No mínimo. Não chegaram séries dos Ficheiros Secretos, livros sobre a “Área 51” e a cidade do Entroncamento para saciarem a vossa sede de alienígenas? De que serve pegar em mais uma história de invasões extra-terrestres e fazer um filme? É que ainda por cima, esta narrativa não só é um cliché, como é arrogante.

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“Apenas para humanos”? Não. “Apenas para virgens com tempo livre”

Em “Distrito 9” acha-se que se alguém nos visitar, fazemos deles nossos prisioneiros e não ao contrário. É a arrogância americana a fazer-se valer através do seu cinema de propaganda. Se alguém nos invadisse, bastava-lhe abanar um Mac Menu em frente dos vossos olhos para que lhe obedecessem. Andamo-nos a enganar. Os governos aos seus cidadãos e os estúdios americanos aos seus espectadores. “Distrito 9” não traz absolutamente nada de novo ao cinema como um filme pornográfico não traz nada de novo ao mundo dos tarados sexuais. É apenas a satisfação infantil e subconsciente de um prazer desnecessário de uma juventude adormecida. Vejam cinema sobre o que interessa. O “amor” incompreendido de Fassbinder. A fatalista “mente humana” de Bergman. A nostalgia e pureza da “infância” de Manuel Oliveira. Não vejam “bichos verdes e grandes a bater em humanos” de Neill Blomkamp. Um realizador que tem tanto de falta de visão como de “l’s” e “m’s” no nome. Querem ver “Distrito 9”, não vos prendo. Aviso-vos apenas que é uma versão americanizada, vazia e paranóica do filme “Zona J”, de Leonel Vieira.

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