“I Love You, Man”: mais uma comédia romântica prontinha para encher os cinemas de “curtes” de cinco euros
- Quinta-feira, Junho 11, 2009, 8:00
- Contra Picado, Destaque
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CONTRA PICADO/GF – A sensação que eu tive ao ver este filme foi a mesma que suportar sete horas de uma reunião da JSD, sentado entre dois obesos com problemas de flatulência, numa cadeira com as pernas de diferentes tamanhos, tudo ao som de hits dos anos 90 tocados em flauta de Pã. Já não há comédias românticas suficientes? Já foram virgens com 40 anos, amigos que se casam por emprego, dinheiro e nacionalidades, desconhecidos que se conhecem e casam à primeira vista, casais à distância, casais perto demais, casais com problemas com animais de estimação, inclusive casais que têm o Owen Wilson em casa. A comédia romântica é o tipo de filme que serve apenas para adolescentes com vidas desinteressantes trocarem saliva durante hora e meia e reportarem isso nos seus hi5. É isso que a paixão vale hoje em dia, cinco euros de bilhete de cinema e um balde de pipocas. A juventude de hoje trata as relações amorosas como trata um Mac Menu e os americanos sabem sugar esse tutano até à última gota.

Boa sorte a mastigar esta papa cinéfila, seus adolescentes trocadores de cuspo
São mosquitos de dinheiro e emoções que nos chupam até ao último fotograma de pessoas plásticas a contarem histórias vazias. A narrativa deste ainda consegue ser mais parva que inventiva. Peter vai-se casar e quando começa a pensar em quem será o seu padrinho, percebe que não tem amigos. Será isto um choque? Para quem conhece os americanos não. Obesos, parvos, burros e sedentos de carros maiores. Só se sabem relacionar através da Internet ou de G3 na mão e esses medos sociais transmitem-se para os filmes. Aqui Peter começa a “sair” com homens até fazer um melhor amigo. O que é uma clara piada de mau gosto à homossexualidade. Se são pessoas sozinhas e sem amigos, este filme é para vocês. Se são pessoas socialmente aceites, este filme também é para vocês. Se são pessoas sem sentido de humor ou namorada, perfeitos espectadores disto. Usem todos este pedaço de vídeo desnecessário a que chamam filme para travarem conhecimento. Criem um clã só vosso, de adoradores de cinema americano sobre relações minadas de piadas sexuais, piadas escatológicas e histórias revistas e mastigadas. Sem sal.










