“Inglorious Basterds”: Quando a guerra se transforma num videojogo barato
- Quinta-feira, Agosto 27, 2009, 8:00
- Contra Picado, Destaque, Exclusivo
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CONTRA PICADO/GF – A sensação que eu tive ao ver este filme foi a mesma de ter apanhado um escaldão no corpo todo e estar a tomar um duche em água fria, enquanto me fazem a depilação a cera quente, tudo numa banheira de petróleo, dentro da Mansão da Paris Hilton. Há uns meses, numa crítica ao cartaz do festival de Cannes, tive oportunidade de dar a minha opinião sobre Quentin Tarantino. Na altura categorizei-o como: “Um cineasta que têm bases para ser genial mas cinematografia para ser asqueroso com palavrões à mistura. A maior obra deste homem é ‘Pulp Fiction’, um filme medíocre que nunca teria visto a luz do dia se o montador não fosse disléxico e não tivesse trocado as cenas depois de uma ressaca mal curada.” Hoje parece-me óbvio que quando disse isto estava a ser simpático. Uma coisa é não gostar de realizadores menores e repetitivos que fazem cinema pipoca até deixar queimar.
Outra é ver um artista em estado puro, com “pezinhos” para ser o “melhor futebolista do mundo” que insiste em jogar “basquetebol”. É isso que Tarantino é. Um homem que, à semelhança dos grandes deuses do cinema da Nouvelle Vague, passou horas a ver cinema, a crescer e a conhecer, mas que ao invés de produzir arte, produz “videojogos” sem possibilidade de interacção. É isso que “Inglorious Basterds” é. Um jogo de vídeo em que o objectivo é acumular corpos de nazis, risos provocados por humor negro e fascínio por Tarantino. Sim, porque não se enganem. Tarantino sabe vender-se tão bem ao público como uma coelhinha da Playboy com um mamilo “acidentalmente” de fora. Não soubesse, não tinha uma legião de fãs que o persegue com a velocidade e QI de uma manada de zombies. Para se falar sobre a guerra em cinema de uma maneira digna, bela e artística, faz-se como em “Je vous salue, Sarajevo” de Jean-Luc Godard. Um filme belo e comovente que apenas sobre uma fotografia e ao som da narração de um texto edílico, poético e divinal de Godard, relata a dureza, a crueldade e a brutalidade da guerra. Choro sempre que vejo. Mesmo que esteja na presença de outras pessoas. Tarantino é apenas um insulto ao cinema, um poço de cultura andante que goza com quem o vê fazer cinema. É como uma criança que sabe que faz asneira quando esborrata as paredes com terra, mas não se inibe de continuar a sua “jardinagem de interiores”. Tarantino não faz cinema, cria jogos de vídeo e nem comandos distribui pelos espectadores.












Um filme cujo trailer me deixou bem-disposto, e com vontade de ver o filme.
Qual é a tua opinião? Obviamente que o filme não presta, porque nos motiva a vê-lo sem qualquer neurónio activo.
Acho preferível as pessoas ficarem “coladas” a ver este tipo de filmes (onde até aprendem algo, nem que seja uma ou outra palavra em Inglês) do que em casa a ver telenovelas.
Não vou perder muito tempo, a escrever um comentário muito intrincado.
Mas tu na realidade escreves como uma daquelas minhas vizinhas tão tipicamente portuguesas, que se “almariam” só de considerar a circunstância em que a prima da Maria Elisabete se divorciou do seu agressor e mantém os seus três filhos. Tu e a vizinha, ambos vem-na como uma puta, aquela verdadeira heroína que tenta procurar alguma magia nos seus já longos 45 anos, enquanto desvenda os mistérios do telemóvel. Há mais vida alem do teu umbigo, e do das vizinhas. A melhor coisinha da tua critica é na realidade esse exercício fútil no inicio de cada coluna, uma clara imagem, do que alcanças do mundo, claramente um preludio a apelar a estas gentes do bairro alto, híbridos da pop e de um pseudo-intelectualismo Francês consentido pelos políticos e capitães de Abril. Começas com a sensação que tiveste, o que por ventura poderia ate ser original, se tivesses uma maior capacidade humorística, uma que te permitisse ir alem gatos e vai mas é trabalhar e se tivesses alguém que realmente se interesse pelo que sentes. Tu já viste o que tanto te da que fazer estes filmes pipoca, por que não tentas criticar um bom filme? Porque seria assim realmente um gesto construtivo e terias que te esforçar para leres qualquer coisinha, e então mostrar que vale de alguma coisa a tua opinião? Continuas a ir ao Colombo e Vasco da Gama. Há mais cinema alem centro comercial.
Antes de ser contra a pornografia, que tanto jeito da quando trabalhas 8 horas por dia para algo que não entendes. Não que eu trabalhe. Sou contra o pessoal que continua a perpetuar estes raspanetes moralmente superiores, que lhes foram administrados algures na sua adolescencia por professores medíocres e frustrados. Sou contra este cinzentismo que acaba por ser considerado uma atitude de culta literacia.
Não é culpa tua, ate não são mal escritas as criticas, mas porra arranja la alguém pra te fazer uma caricias no pénis, assim pode ser que percebas que a cultura das massas é necessária e é isso mesmo cultura de massas.
Nem todas as gentes querem ser encurraladas por etiquetas de bom comportamento intelectual.
bem parece que desperdicei demasiado tempo, mas queria fazer um comentário mais ou menos nas tuas linhas de pensamento….uffff e foi difícil….voltar aos 18 anos e aos romances platónicos com os professores universitarios. Ao menos como tu não tive que me esforçar para difamar. Por isso o meu muito obrigado. Sabes como tu a mim também me custa alcançar a excelência, e deixar de lado a Chico espertisse (ou antes chique espertisse, porque é muito chique), se bem que as vezes tento.
faz ai uma critica ao “Pontypool”….por exemplo. Algo com mérito. De certeza que da muita matéria para criticar. ou ao “Special”.
Isto e a minha tentativa de dar algo construtivo.
é óbvio que hoje é o meu dia calmo e sem muito pra fazer. Tive gozo em gozar…mas ao indesmentível parabéns….um bom projecto, excepto a parte do cinema….que é uma grande forma de arte e merece mais que criticas brejeiras.
Simplesmente uma vergonha está critica. Vi este filme hoje, e Tarantino simplesmente criou um filme brilhante, que ja andava a escrever antes de Kill Bill. Para se ver os filmes de Tarantino é presciso saber o que é um bom filme, Pulp Fiction um filme medíocre?!? É um dos melhores filme que veremos em toda a nossa vida. Tarantino fez um coisa que ninguém conseguiu antes dele, inovar!
Juro que não entendo…Como é que alguém pode pensar que este tipo sabe escrever, fazer humor, ou lá o que é isto?