A corrupção sempre foi o cimento desta nação!
- Terça-feira, Março 10, 2009, 18:22
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COMENTÃRIO POR MAURO TRISTÃO/MC – A boa notÃcia desta semana foi a “charutada†que Domingos Névoa levou por andar metido numas “raticesâ€, ou seja, “corrupção activa para acto lÃcitoâ€. O empresário da Bragaparques tentou “comprar†há três anos o vereador José Sá Fernandes no caso da permuta dos terrenos do Parque Mayer pelos da Feira Popular. Agora o tribunal veio censurá-lo, aplicando-lhe uma multa de cinco mil euros. Confesso que nem sei por onde começar. Se pela “compraâ€, se pelo Parque Mayer, se pela Feira Popular, se pelos cinco mil euros ou se pelo Névoa. A verdade é que este caso se tornou claro como o dia: Portugal não é bem um paÃs, é antes uma reunião de condóminos num prédio de gente pobre.
Comecemos por Domingos Névoa, um empresário, antes respeitado, daqueles de que este paÃs é feito e que fizeram este paÃs contra ventos, marés e PDM’s. Ele merece esta condenação, este enxovalho público e esta pena. Domingos Névoa cometeu um erro fatal que muitos portugueses cometem. Foi-se meter com um advogado. Só podemos confiar num advogado quando lhe estamos a pagar! (E mesmo assim…) E ele foi lá para pagar ao irmão do advogado. Ora toda a gente sabe que os advogados não têm famÃlia! Logo, deu-se mal. Bem feita.
Quanto à condenação, parece-me óbvio que desistir de um processo judicial não é um acto ilÃcito. Para os magistrados, retirar mais um processo lento à justiça é até um acto de compaixão. Os senhores juÃzes têm mais que fazer que andar a tratar de assuntos tão pouco dignificantes como permutas, parques mayers e feiras populares. Coisas pouco de acordo com a importância magistral de senhores que ainda por cima, agora se encontram ‘citiados’.
Quem devia estar preso era o José Sá Fernandes. Então os polÃticos queixam-se de ganhar mal e de que no privado ganhariam muito mais e quando lhes é oferecida a possibilidade de continuarem a trabalhar a coisa pública, ganhando dignamente, indignam-se como virgens ofendidas? É triste que ainda exista este tipo de polÃticos que são abandonados por todos, que comem a mão que os alimenta e que só querem poder, poder… O Zé, sem BE, sem Bragaparques, sem amigos, só pensa em ruas de contentores de carga pronta e lá metida sabe-se lá para que cargueiro espacial.
Ainda assim acho que acabou tudo pelo melhor e cinco mil euros parece-me um preço razoável, sobretudo em tempos de crise da construção civil. A verba que eu acho elevada é a de duzentos mil para “comprar†o Zé. Domingos Névoa revelou-se assim, um péssimo empresário. Queria comprar um polÃtico por 200 mil euros, quando afinal, segundo a magistratura, ele apenas vale cinco mil.










