A Gripe A não é uma tentativa para subir as acções das farmacêuticas, mas sim de baixar as do Benfica
EDITORIAL SEBASTÃO B. PESSOA – Meus augustos leitores, morreu há dias Bobby Robson e devemos estar tristes. Portugal deve-lhe três grandes favores: a sua tentativa de falar português nas entrevistas, a gestação do especial, ou José Mourinho para os menos íntimos e o alívio de deixarmos de ver por uns tempos o Vítor Baía no campeonato português. Depois ainda se admiram que metade das pessoas que entram em programas anti-tabágicos os abandonem a meio, quem é que podia aguentar os seus frangos sem morrer do coração ou fumar dois pacotes e meio de qualquer coisa que se pudesse pôr na boca e acender a ponta? E também se admiram do Futebol Clube do Porto ter perdido, ontem, em Málaga contra o Aston Villa mesmo não estando o Vítor Baía na baliza? Isto deve ter sido uma sabotagem dos espanhóis, que ainda não se refizeram de o ter tido no seu campeonato. Nada me tira da cabeça que um terço dos infectados portugueses com gripe A, que se sabe terem sido contaminados em Espanha, também são fruto dessa mesma vingança.

Não vá nos próximos tempos à Madeira pois o ar pode ainda estar contaminado com a recente visita do rei de Espanha
Mas para esses é bem-feito que ninguém os mandou ir para lá! Agora, também a gripe A chegou ao Benfica, fazendo cair as suas acções mesmo antes do início do campeonato. E não querem que eu pense, aliás tenha a certeza, de que tudo isto faz parte de um conluio espanhol contra o futebol português e não de uma manobra das grandes indústrias farmacêuticas norte-americanas para aumentarem os seus lucros, como algumas pessoas menos cultas andam a espalhar. Esta não passa de uma nova tentativa dos espanhóis nos invadirem, mas já estou prevenido e alerto-vos para que façam como eu: não se vistam na Zara, não abasteçam na Repsol e não se aproximem de um Cocker Spaniel, porque o seu nome é muito suspeito. Isso é Indesmentível!










