As tradições portuguesas estão vivas e recomendam-se na Assembleia da República
EDITORIAL SEBASTIÃO B. PESSOA/NC – Meus ajuizados leitores, é com grande alegria, mas sobretudo emoção, que venho ao vosso encontro esta semana. As nossas tradições, ao contrário do que muitos dizem, não estão moribundas e muito menos mortas, como estaria a esta hora Manuel Pinho se tivesse feito o que fez em Espanha. É por isso que sou contra os toiros de morte e não quero ver esse costume espanholado importado para cá. Aposto que o ex-Ministro da Economia é da minha opinião e está contente por apenas ter mudado o nome do Algarve para inglês ler e não ter alterado as regras das praças de toiros portuguesas para espanhol ver. Se não, Bernardino Soares teria sido obrigado a puxar do estoque na arena de São Bento e cravá-lo nas agulhas do ex-ministro da Economia e este estaria, por esta altura, a ser servido em bitoque com ovo a cavalo ou em sopas de rabo de boi pelas tascas de Bica.

Apesar de não estar em pontas, a faena saiu-lhe cara
E, mais uma vez, se provou que somos um povo solidário, pois o sr. Berardo, mal soube que Manuel Pinho estava desempregado, ofereceu-lhe emprego. Este é um exemplo a seguir por cada português: cada um de nós oferecer um emprego a um desempregado. Assim acabavam-se com os postos de trabalho dos funcionários do Instituto do Emprego. Esta é uma boa ideia mas, ao contrário do que é habitual, não é minha, pelos menos não totalmente. Inspirei-me numa antiga campanha do Benfica para angariar novos sócios, na qual era pedido a cada sócio para trazer um amigo ou um familiar. Bruno Carvalho também teve uma ideia semelhante quando se candidatou à presidência do Benfica: trazer um amigo ou um familiar para votar nele. Veio a mãe, mas só porque os intervalos nas novelas da TVI são intermináveis. Sabemos assim, que houve dedo do José Eduardo Moniz nos resultados das eleições do Benfica. Isto é indesmentível.










