Com a eleição no adro da igreja já está tudo decidido: portas é um taxista que quer fazer praça em São Bento
- Sexta-feira, Setembro 18, 2009, 8:00
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COMENTÁRIO POR MAURO TRISTÃO/MC – Estive a ver a cobertura das eleições feita pela SIC. Aparentemente, há um grupo de jornalistas que entrevistaram durante esta semana os cinco candidatos. Dão pelo nome de Bloco Fedorento… Ou talvez, Gato de Esquerda, não me lembro bem, mas é um programa horrível, com reportagens horríveis e perguntas que parecem piadas. Pediram desculpa ao Sócrates, levaram raspanetes da Avó Manela, descobriram a alma de taxista de Portas e fizeram o melhor tempo de antena que o Bloco de Esquerda já teve.
Mas Portas não é um taxista. Eu conheço muitos taxistas, aliás, o meu primeiro trabalho era também na área dos transportes – estivador – e sei que Portas não é merda nenhuma de taxista. Fod*-se!… (Desculpem, irritei-me)
Portas é pelo menos, um chauffeur. Um chauffeur que conduz uma limusina. Que não é dele, mas que é ele que conduz. Recentemente, Portas que fazer crer toda a gente que a limusina está velha e já não vale grande coisa. O que é verdade. Mas por estas eleições se vê que ainda anda. E ele conduz e fala ao mesmo tempo aos jornalistas, come o seu sushi com dois pauzinhos e suponho que de vez em quando também deve ir à casa-de-banho.
Nota: O meu último artigo foi alvo de polémica neste jornal ao ponto de eu ter que aplicar agressões físicas continuadas ao estagiário que aqui vem buscar os manuscritos. (Perdão, manuscritos não é bem o termo, porque gosto de escrever sentado com um copo numa mão e um cigarro na outra, pelo que tenho de escrever com o pé esquerdo porque o direito é cego. Por isso, os podoscritos.) Parece que um leitor escreveu uma carta ao editor, alegando que havia coisas que percebia e outras que não percebia, a pedir explicações sobre o que eu escrevi. Infelizmente, nem o nome do danado me deram, quando exigi saber onde morava esse infeliz. Por isso, respondo aqui ao infame. Se por acaso o energúmeno leitor, percebeu alguma coisa do que escrevi, se algum leitor que seja, percebeu alguma coisa do que eu escrevi, então vou ter que humildemente rever o grau de exigência com que escrevo. Só não lanço aqui o desafio de um duelo, porque é ilegal.










