Coração de Leão, cabeça de aristocrata e punhos de trolha
EDITORIAL/MC – Meus incrédulos leitores, foi com grande alegria que confirmei que nos nossos dias, ainda há homens fiéis a si próprios. Sá Pinto, até agora director desportivo do Sporting, pediu a demissão depois de ter resolvido Liédson.
Sempre considerei que colocar Sá Pinto como director desportivo é o mesmo que dar a Bibi a responsabilidade de tomar conta dos meninos da Casa Pia. Pelo que não era inédito, apenas estúpido.
Ricardo Sá Pinto ou “Ricardo Coração de Leão” como também é conhecido na família sportinguista, será para sempre lembrado pela sua garra, lealdade e pelo curioso hobby de ir às fuças de outras pessoas.
Na verdade, Sá Pinto pode sofrer de um trauma de infância, tendo provavelmente sofrido às mãos dos colegas mais espigadotes – ó cruéis infantes! – como um pintainho no meio dos galos: “Ó Sá, és um homem ou és um pinto?”, oiço-os a desdenhar dum pequeno Ricardo vestido à beto, indefeso e de cabelo à menina.
O seu sucesso no futebol explica-se aliás, pela forma como ele nunca foi à bola com a bola e por isso passava o tempo a dar-lhe pancada. À bola, aos árbitros, aos colegas e aos seleccionadores…
Sá Pinto é um dos discípulos de Zidane que, como todos sabem, tem face a Sá Pinto a vantagem de ter um pouco mais de cabeça. Ricardo foi e é a verdadeira personificação do espírito combativo. Um exemplo para a juventude, sobretudo para a Juventude Leonina, que ostenta em todos os jogos uma tarja em honra do “Grande Capitão”, ou “1,78 m de Xutos e Pontapés”, como também lhe chamam.
Podemos ter sempre uma certeza: por muitas regras que possa ter, por muito fair-play com que o queiram pintar, o futebol será sempre a versão maricas do desporto irmão, o Râguebi, esse sim, o verdadeiro desporto de homens de barba rija. O futebol é para os pintos e isso, meus incomodados leitores, é Indesmentível!











