De uma maneira, ou de outra, as cores da nossa bandeira sobem sempre ao pódio
EDITORIAL SEBASTIÃO B. PESSOA/NC – Meus honrados leitores, é com uma enorme satisfação que vos venho fazer reparar o que com certeza já viram. Nos Mundiais de Atletismo de Berlim a Naide Gomes obteve qualificação directa para a final, o Nélson Évora a medalha de prata e Portugal foi quarto na Taça do Mundo da Maratona. Percebem o padrão? Somos os melhores do mundo, como nada menos seria de esperar dos portugueses, por isso não percebo a polémica sobre a Caster Semenya. Não era à procura de um cromossoma Y ou do duplo X que deviam estar, mas sim do cromossoma portucalensis. É óbvio que, com os resultados que ela tem tido, só pode ser esse o seu segredo. Isto, mais do que a forma como o processo tem sido levado, que é claro que é para mascarar a sua origem que há-de ser lusitana, é o que me indigna a mim. Outra prova de que é portuguesa é que nós temos por cá muita mulher que tem cara de homem, como por exemplo: Lara Li, Manuela Ferreira Leite e José Castelo Branco.

Acha mesmo que o facto das suas camisolas serem das cores da nossa bandeira é coincidência?
Mas nem por isso lhes andamos a exigir testes de ADN, porque temos mais onde gastar as verbas públicas para lhe dizer o que você já sabe e também porque foi tudo para os Magalhães e até para o ano já não há mais dinheiro. Agora tenho de vos deixar porque ainda quero ir até à Gafanha da Nazaré, ao Festival do Bacalhau, esse peixe tão português pescado na Noruega, comer um bacalhauzinho com todos ou, provavelmente, só com o Mauro Tristão, porque ele é que me vai dar boleia e com o cansaço com que anda o seu mau feitio vintiplicou, já sei que, até chegarmos lá, vai espantar toda a gente pelo caminho. O que, neste caso, pode até nem ser mau porque se esperam milhares de visitantes e assim sempre evitamos as bichas. Isso é indesmentível e até é muito bom.










