Debate sobre o Estado da Nação acabou numa tourada de morte
- Sábado, Julho 4, 2009, 8:00
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COMENTÁRIO POR MAURO TRISTÃO/MC – A nação não tem estado muito bem, pelo que um bando de gente desqualificada juntou-se esta semana para se culpar entre si dos problemas que eles próprios provocam há dezenas de anos. A oposição cavalgava o populismo e a demagogia, o governo marrava para um lado e para outro, quando de repente, apareceu Manuel Pinho em pontas. Sempre que Pinho abre a boca, saem asneiras que nem as moscas deixam entrar. Tinha para mim que Pinho seria um peixe e que “morreria” pela boca com uma destas “pinhadas”. Mas não. “Morreu” na arena. Vai fazer muita falta a jornais como este e a jornalistas como eu…
Foi um ministro estranho… Por exemplo, porquê papa Maizena? Seria product placement? Fiquei à espera que ele viesse dizer que Manuela Ferreira Leite ainda teria que molhar muita Tena Lady para ser primeira-ministra, contribuindo assim para a promoção das fraldas geriátricas. Isso nunca aconteceu, fiquei desconfiado. O que é que ele andaria a preparar?…

Estado da Nação: o Estado está forte, mas a Nação está de rastos
Manuel Pinho revelou-se em 2006, ao anunciar “o fim da crise” em Portugal. Quando no ano passado, quatro dias antes do Lehman Brothers falir, ele afiançou que a crise financeira não estava a afectar a economia real, passei a ter um grande respeito pelo inventor do Allgarve. Mas foi quando ele foi à China dizer que Portugal era um país de mão-de-obra barata que eu percebi todo o potencial de Manuel Pinho. E era muito. Pinho já não está no governo porque o aconselharam mal. Durante muito tempo, mandaram-no calar. O que o levou a gesticular. Um erro fatal. Ele era muito melhor a dizer barbaridades.
Mas de novo, porquê uns cornos? Será que ele queria dizer que Bernardino Soares é um caracol? Porque não estendeu antes o dedo médio em riste? Como quem diz, monta-te neste e vai à Rússia. Podia até estender os restantes dedos a meia haste e poderia sempre desculpar-se que era um avião, mas não. Estranho…
A minha tristeza vai para o facto de Pinho não ter antes feito um manguito para promover as Faianças Bordalo Pinheiro – esse sim, um gesto digno de uma demissão ministerial à portuguesa.
Perdeu-se um grande surrealista. Vou ter saudades dele. A única consolação para um velho como eu, é Santana Lopes estar de volta.











Bravo! O Tristão no seu melhor, Olé.
Obrigado