Deco, Pepe e Liedson podem não ser filhos de Portugal, mas são sobrinhos, porque o Brasil é nosso país irmão
EDITORIAL SEBASTIÃO B. PESSOA/NC – Meus estimados leitores, tal como nunca se diz demasiadas vezes à mulher que ela é amada, de preferência por nós, jamais conseguirei dizer vezes suficientes o quanto eu amo Portugal e os portugueses. Todos eles. Os que têm o fado na voz, os que têm o samba no pé, mas, sobretudo, os que o têm na cabeça como o Pepe. É bonito de ver a raça dos portugueses Deco, Pepe e Liedson e a forma como eles suam a camisola do seu país. Cá para mim, ainda acho que falta mais um. Um quarto mosqueteiro. Um homem incrível. Bem, talvez não seja exactamente um mosqueteiro e sim um Hulk. No entanto, quando um jogador já foi seleccionado por um país, já não pode jogar por outro e, como o Porto é uma naçon, não será provável que o Hulk venha a jogar connosco. O que é uma pena, pois quando fui ao supermercado aproveitei a promoção dos limpa-alcatifas, embora o meu chão seja de tacos, porque ofereciam as luvas do Hulk e eu pensei que, tal como o detergente, um dia mais tarde elas me seriam úteis. Nomeadamente para

Um mundial onde Portugal dá cartas, pois era um dos brindes distribuídos em Gaia
torcer por Portugal quando o incrível senhor jogasse. Mas elas vinham com defeito: eram verdes. E toda a gente sabe que o Hulk é azul. Pensei em ir reclamar, mas já era tarde e esperei pelo jogo do Brasil, porque tenho a convicção que eles são uma espécie de equipa B da nossa selecção. E fiz bem, porque pude assistir a uma das nossas equipas seguir para o Mundial de África do Sul.
Tinha mais coisas para vos dizer, mas não posso. Não tenho tempo, estou atrasado para a Corrida Aérea do Toiro Vermelho. Além disso, O Indesmentível ganhou um voo para um dos seus repórteres, mas como sou o director do jornal e aprazem-me democracias como as da ilha da Madeira, vou eu. Isso é Indesmentível!










