Depois da bancarrota, a Islândia parece estar a dar o peido mestre
- Sexta-feira, Abril 23, 2010, 8:00
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A União Europeia já está a processar o pedido de adesão da Islândia: o veredicto final vai ser um NÃO redondo, escrito nas cinzas
COMENTÁRIO/MC – Detesto vulcões. Sobretudo daqueles que entram em erupção quando eu estou de férias no Tajiquistão. Chama-se Eyjafjallajokull e pronuncia-se Eia-fedorento-mal-cheiroso-iô-cutlu, o glaciar que alberga o vulcão imbecil que decidiu cobrir a Europa com uma nuvem negra como a pedofilia à Igreja Católica.
A mim parece-me que a Islândia nos está a tentar fazer sinais de fumo, mas a coisa não está a correr bem. Será que estão a entregar a burocracia do processo de adesão à União Europeia?… Este país que tem uma ilha gigante arrendada a meia dúzia de vulcões e por isso nunca sabem quando vão ser despejados, foi à bancarrota no início desta crise. Mas o Tajiquistão também é um país pobre que herdou o quintal à ex-URSS e não anda a chatear os vizinhos como a Islândia. Até porque com vizinhos como o Afeganistão, Paquistão, Quirguistão ou China, o melhor mesmo é não fazer ondas nem nuvens. Nós na Europa é que temos a mania de ser bonzinhos…
Mas como um mal nunca vem só – como os adeptos do Sporting bem sabem – agora, o grande receio é que a erupção deste vulcão possa acordar o Katla. O Katla, que é um vulcão que pelo menos tem um nome normal, é maior e mais “agressivo”, dizem os geólogos, os vulcanólogos e a minha vizinha dos rés-do-chão que não fala de outra coisa. Mais agressivo como? Será por acaso um animal feroz que explode quando o contrariam e se o tentam amansar começa a dizer “manso é a tua tia, pá”? É que se for isso, para mim, é fraquinho. Uns dias retido no aeroporto de Duchambe, no Tajiquistão e perdia logo todas as manias.
Mas pesando tudo, acabei por ter alguma sorte, porque os tajiques são gente simpática e barata. A mesma sorte não teve Cavaco Silva que ficou retido na República Checa com a besta do primeiro-ministro checo a dizer mal de Portugal… E Cavaco a ficar-se indignamente e a não defender a honra do país. Uma vergonha, se não for uma traição à Pátria. Mas pior sorte ainda, teve a chanceler alemã, Ângela Merkel que ficou retida em Lisboa com Sócrates.










