Depois do Primo II, TVI e Sócrates pensam noutra megaprodução: Tudo sobre o meu tio ou Fala com ele (Charles Smith)
EDITORIAL SEBASTIÃO B. PESSOA/NC – Meus considerados leitores, bem sei que o Rafael Contra não gosta de cinema comercial, mas a verdade é que ele é necessário para sustentar o cinema de autor e, a pensar nisso, e porque o Padrinho é dos melhores filmes de sempre, a TVI e a Jornalista Manuela Moura Guedes resolveram fazer o Primo. Mas, como bem se sabe, as primeiras partes são sempre as melhores, portanto não sei até que ponto este segundo primo que aparece, que ainda por cima é gordo e no cinema comercial só se quer gente bonita e elegante, terá pernas para andar. É que nestas coisas das máfias elas costumam ser partidas.

É arrepiante ver um rosto bem proporcionado no jornal de sexta à noite da TVI
Por outro lado, acho um desperdício não se aproveitarem as cenas de bastidores para se fazer uma novela, pois estão lá todos os ingredientes: o marido que abandona a chefia da TVI e deixa a esposa para trás, a mulher que mantém o cargo de subdirectora de informação interina e recusa-se a deixar a empresa porque não quer engrossar a lista de desempregados e precisa do dinheiro para acabar as prestações do Botox. Ou então um livro de mistério, em que os quadros dos secretários-gerais do PS revelam pistas para um grande segredo que a todo o custo os outros partidos querem manter escondidos através de cabalas antigas com crianças menores e ciladas modernas com bocas maiores. Será que ninguém reparou que a única pessoa que aceitou apresentar o Jornal Nacional na passada sexta-feira, além de ser estagiária, tem o seguinte e-mail: psmatos@tvi.pt? Poderá isto ser apenas uma coincidência, ou será mais uma importante pista? Gostaria de saber a opinião do Daniel Castanho. Gostei imenso do jogo de ontem da nossa Selecção de Futebol, pois foi uma verdadeira página de história: domínio de meio-campo, a lembrar o nosso domínio dos mares, muitos rendilhados, a homenagear o nosso artesanato e golos do adversário, a evocar a nossa rainha santa, pois foi apenas por extraordinária bondade que deixámos ganhar a Dinamarca. São golos, Senhor. Enfim, é um golo, Queiroz. Isso é Indesmentível!










