É A ECONOMIA, ESTÚPIDO! – Medina Carreira e uma miss de 18 anos tiram a vida a Paul Samuelson
- Quarta-feira, Dezembro 16, 2009, 14:12
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POR PEDRO BILTRE-FARFALHO/TCC – Com a morte de Paul Samuelson e a polícia a chegar a qualquer momento, fugi das ilhas Cayman tão depressa quanto a economia portuguesa destrói empregos. Eu avisei o mestre quanto ao perigo de manducar candidatas caribenhas a miss mundo ao mesmo tempo que lia uma crónica do Medina Carreira, mas o maroto do judeu não me ouviu porque tinha a prótese auditiva ligada ao iPod. Quando desmontei da Miss Barbados já o Paulinho estava inanimado, sufocado por inalação de argumentos catastrofistas, parvoíces geriátricas e um mamilo da jovem miss Bahamas Joanna Brown.
Depois de corromper o júri do concurso Miss Mundo por forma a que a filha do meu gerente de conta em Gibraltar ganhasse a coisa, voltei a Portugal a pedido da Mota-Engil para ajudar a desengatilhar o imbróglio que o presidente do Tribunal de Contas causou.

Eu avisei o meu amigo Samuelson que o chocolate faria mal aos dentes, mas ele disse que usava dentadura
Estudei o modus operandi do Guilherme, vi os dois filmes do Mr. Bean e cheguei à conclusão que o indivíduo parece ser incorruptível. Quer por ser sério, quer por ser parvo. Claro está que não aceitar subornos está tão na moda como os fatos-saia da Manuela Ferreira Leite mas, ao contrário do Armando Vara e Penedo pai e filho limitada, o Guilhermito não é um fashionista.
Como é óbvio, a última coisa que quero fazer é baixar o valor das propostas, até porque já encomendei o novo iate a contar com a comissão provinda da auto-estrada transmontana, mas convencer o Tribunal de Contas a meter o bacalhau de “Aprovado” no seu parecer afigura-se tarefa difícil. Não tendo o mestre Samuelson para me ajudar com este nó tão apertado quanto aquele com que a oposição atou o Sócrates nesta legislatura, apenas se me afigura uma hipótese – partir-lhe os óculos e fazê-lo assinar sem ver. A bem ou a mal.
Se for a bem, poderei pedir à Ana Malhoa para usar a sua vagina quebra-nozes nos teus óculitos de massa. Se for a mal, ou peço ao Cardozo para usar os cotovelos, ou atiro-te com uma estatueta das Caldas aos dentes de cima. É escolher. É a Economia, Guilherme D’Oliveira Martins.










