Em cada português um aldrabão e o nosso maior é Durão
- Sexta-feira, Abril 2, 2010, 8:00
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COMENTÁRIO/MC – Dizer que Durão Barroso é um aldrabão é um pleonasmo. E tenho provas, posso ir a qualquer comissão ou tribunal apresentá-las. Tal como posso afirmar que o meu vizinho de cima se prostitui na esquina lá ao fundo. Tenho fotografias que paguei a um miúdo da minha confiança para as tirar. Algumas ficaram bem.
Desconto o facto de Durão ser político, pois como o leitor saberá, eu não sou preconceituoso. Não gosto de pessoas em geral e sobretudo nunca gostei de prostitutas, mas só daquelas que enganam as pessoas, porque parecem uma coisa, mas podem perfeitamente ser o nosso vizinho de cima. Também não o vou acusar de ser do PSD, porque apesar de todos os malandros, escroques, trafulhas e vigaristas que o PSD já produziu, o PS tem Sócrates, o CDS-PP tem Portas, o PCP tem a ideologia, o Bloco tem a religião e até o PCTP-MRPP tem o Garcia Pereira. Este último, só porque é o único no partido, porque se trata de um advogado honesto. Embora seja um contra-senso da minha parte colocar as palavras “advogado” e “honesto” na mesma frase. Mas também o é colocar “vizinho” e “prostituta” na mesma frase, no caso do meu vizinho de cima. Já o de baixo, vive mesmo com uma.
E também não acuso Durão Barroso por ter assumido um compromisso com o país, para pouco depois nos mandar dar uma volta. Isso apenas me faz lembrar a vida do meu vizinho de cima. Nem o acuso por nos ter deixado com Santana Lopes, abrindo uma crise política e nos ter proporcionado a maioria absoluta de Sócrates, coisa que precisávamos tanto como sarna para nos coçar. Não é por nada disso. Desse ponto de vista, aliás, também não critico o meu vizinho. Apesar de trazer muito trabalho para casa não me incomoda porque estou sempre a ouvir música com o aparelho auditivo no máximo.
A grande prova é que os europeus o escolheram. Os maiores aldrabões são os europeus e os clientes do meu vizinho. Eles é que escolhem. No caso dos europeus, nem sequer podem dizer que foram enganados, porque sabiam que Durão Barroso era primeiro-ministro, português e, mesmo assim, escolheram-no. Já o meu vizinho, de saltos altos, engana qualquer um. Só quando me disse onde é que morava, é que eu vi que havia ali aldrabice.











