Europa é Lisboa e o resto é paisagem: o Quinto Império começa depois de amanhã

cartao sebastiao pessoa Europa é Lisboa e o resto é paisagem: o Quinto Império começa depois de amanhãEDITORIAL/MC – Meus vitoriosos leitores, é com orgulho que vos saúdo, pois vós tendes a honra de fazer parte de uma utopia. Algo, com que os nossos egrégios avós apenas puderam alucinar: o Bandarra com graxa de sapato, o Padre António Vieira com cânhamo das velas dos barcos e o Fernando Pessoa com absinto puro e cartas astrais. Temos de estar todos contentes connosco próprios – algo que fazemos tão bem – e com o País que construímos: olhem em volta, para este esplendoroso Portugal. Vejo que choram… Só pode ser de alegria!
Parafraseando o Poeta, depois de amanhã, a “madrugada irreal” do Tratado de Lisboa, doirará as margens do Tejo. É a profecia a cumprir-se, é Portugal a cumprir-se – a Europa é nossa. E o facto de estar arruinada e de pantanas só a torna mais nossa.

barroso beicinho Europa é Lisboa e o resto é paisagem: o Quinto Império começa depois de amanhã

Van Rompuy é o Presidente do Conselho ideal para que Durão Barroso nunca mais volte a ser o Encoberto

Deixem-me místicos leitores, responder daqui ao Poeta: Não, não morreu, D. Sebastião está vivo! O Encoberto descobriu-se: é Durão Barroso. E preside aos destinos do nosso Império. Um Império do bem que já marchava às ordens da Agenda de Lisboa que Guterres lhe deu, guiada por Durão Barroso que nós lhe demos a tanto custo, um Império que agora triunfará com o Tratado que Sócrates lhe ofereceu. É ou não é a prova de que a Europa está no bom caminho? O caminho do nosso Quinto Império? Um Império de paz, de liberdade e de um Magalhães para cada criança?
Depois de amanhã, meus imperiais leitores, seremos um novo País. Amanhã é o último dia de “Nem rei nem lei, nem paz nem guerra”. Não mais “este fulgor baço da terra/Que é Portugal a entristecer –/Brilho sem luz e sem arder”. Amanhã termina o “Ninguém sabe que coisa quer./Ninguém conhece que alma tem,/Nem o que é mal nem o que é bem”, onde “Tudo é incerto e derradeiro./Tudo é disperso, nada é inteiro. Ó Portugal, hoje és nevoeiro…” e faces ocultas, depois de amanhã, “É a hora!”. E isso, meus tratados leitores, é Indesmentível.

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