Façamos de conta que Mário Crespo não é mentalmente débil
- Sexta-feira, Fevereiro 5, 2010, 8:00
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Parece-me claro que quando ficarmos sem Mário Crespo e sem Marcelo Rebelo de Sousa, só fica a faltar um doidinho ir-se embora: Sócrates
COMENTÁRIO/MC – Há coisas de que nunca me farto, como sentar-me no sofá a ver o Mário Crespo a entrevistar Medina Carreira, reler os editoriais de José Manuel Fernandes no Público ou beber um café numa esplanada frente ao Júlio de Matos à hora do passeio. Chamar louco a um jornalista como Mário Crespo é um atentado ao jornalismo, um ataque à liberdade de expressão e uma prova de que Sócrates teria dado um bom psiquiatra, um excelente director de informação ou um prolífico bufo da Pide. Mas não, estudou na Universidade Independente para Primeiro-ministro. A mesma onde Mário Crespo dava aulas. E eu, entre gente da Independente, não meto o pente. Façamos de conta que Sócrates anda mesmo a resolver problemas.
Mas Sócrates não disse nada de novo, o próprio Crespão admitiu tudo em 2006 (ver vídeo): “Isto de ser jornalista está um bocado foleiro, sempre a dizer mal e não se ganha dinheiro. Não se deixem iludir, com este meu ar rigoroso. Nas noites de Lua Cheia, eu sou um bocado perigoso.” Que o diga Medina Carreira que uma noite ficou com um olho mais pessimista que o outro. Façamos de conta que é tudo real.
Crespão
A realidade é que Sócrates tem um problema com pessoas e coisas que começam pela letra M: Manuela Moura Guedes, (José) Manuel Fernandes, (José Eduardo) Moniz, Mário Crespo, Medina Carreira, Marcelo Rebelo de Sousa, Manuel Alegre, Manuela Ferreira Leite, a Madeira e claro, Montes de Processos em Tribunal. Vai um M&M’s senhor Primeiro-ministro? Façamos de conta que isto não acaba tudo na m3rda.
Uma coisa parece certa: enquanto houver Mário Crespo e Medina Carreira há esperança… Façamos as contas e emigremos todos para a Madeira.










