Há banqueiros que não valem um tostão furado
- Sábado, Junho 27, 2009, 8:00
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COMENTÁRIO POR MAURO TRISTÃO/MC – Jardim Gonçalves foi finalmente acusado pelo Ministério Público de “aproveitamento pessoal”, ou como se diz em português: roubou. Inocente ou culpado, alguma coisa vai mudar. E eu acredito, que nós temos dentro de nós a capacidade de mudar tudo, para muito pior.
Tão bem posto, tão importante, tão basilar… Era “uma pedra”, diria o junkie do meu prédio, que trato a pontapé por não merecer outra coisa. E agora, ao lado dele, poderia estar o senhor Gonçalves, se não fugir para o estrangeiro. Depois de já o filho lhe ter falhado, caíram-lhe os parentes todos na lama. Eu ouvi até um splash benzido quando vi a notícia. Mas não é por aí que não gosto de banqueiros, porque vindo do Ministério Público, normalmente, não vai para lado nenhum.
Não gosto de banqueiros por que eles são os maiores ladrões de entre todos os tipos de ladrões que esta terra roubada alguma vez viu. Nunca gostei de banqueiros, sejam eles anarquistas, da Opus Dei ou dos governos de Cavaco Silva. Eu? Nem do médico que está de banco gosto. E detesto bancos de jardim: não sei quem ali se esfregou, quem sujou, quem engordorou, quem fungou. Ôu,ôu… Se estão no banco, toda a gente sabe que não podem ser bons. Se fossem bons estavam em campo, a jogar.

Até o “ingénuo” Berardo se admirou pelo calibre do conterrâneo, como se a Madeira não fosse um jardim de muitas flores
Os banqueiros são tão ladrões que já conseguiram ir mais além que a ideia, de que começamos a perder dinheiro quando entramos num banco. Agora, perdemos dinheiro com eles sem sequer necessitar de entrar num Multibanco, nem ter cartão. Basta ser contribuinte.
Diz o Governador do BdP que só depois de vender tudo, é que se saberá quanto é que perdemos com as aventuras de Oliveira Costa pelos offshore desta aldeia global – um homem que nem num Magalhães sabia mexer. O Estado, que agora gere o banco, não consegue fazer dinheiro com empresas rentáveis, pelo que não vejo solução para um negócio que se sabe dará prejuízo à partida. A única possibilidade que vejo de não termos prejuízo é que, talvez o caso BPN se transforme num buraco negro que sugue o planeta, mas dê lucro.
O único banco de que gosto é um almofadado que tenho em casa e a que dou dois usos. Quando me sento refastelado na poltrona uso-o para estender as pernas, metendo-lhe os pés em cima. Para além disso, uso o forro para guardar as minhas poupanças.










