Homenagear Michael Jackson é homenagear o esplendor de Portugal!
EDITORIAL SEBASTIÃO B. PESSOA/ NC – Meus abnegados leitores, é com tristeza que hoje me junto a vós. Eu, tal como milhões de seres humanos espalhados pelo planeta, estou de luto. Estou de luto porque morreu aquele rapaz que espelhava no seu rosto os feitos dos portugueses. Sim, porque é bem sabido que durante os Descobrimentos nos equiparámos a Deus, sendo que Ele criara quatro raças e ficou a nosso cargo criar a quinta. Dos brancos e negros, críamos os mulatos e Michael Jackson fez algo bem semelhante ao longo da sua vida e sozinho, passando pelas três cores, embora não por esta ordem. Mas também nos seus pés ele levava consigo a alma portuguesa, as suas meias brancas eram a prova disso. E ainda por cima era rei! Na minha casa, em memória do rei ouve-se fado e recito Ricardo Reis incessantemente desde quinta-feira à noite. Sim, porque o Michael Jackson podia ser rei, mas na minha casa mando eu e não entram cá coisas como: Negro ou Branco, Filme de Suspense e Mau. E para piorar tudo, hoje que eu já pensava em aliviar o luto e começar a ler Alberto Caeiro, eis que acendo a televisão e a notícia que oiço cai-me como um soco na barriga, assim mais ou menos como o Pinto da Costa deve ter sentido quando a Carolina Salgado publicou o seu livro, embora no caso dele deverá ter sido mais um pontapé e um pouco mais abaixo. Este fim-de-semana, a vila de Montalegre recebe o campeonato internacional de parapente, o que é muito bonito, dir-me-ão vocês.

Ele morreu nos anos 90, mas só agora se deu por isso, assim como Portugal continua a dominar o mundo mas ninguém reparou
Podia ser, respondo-vos eu, mas não o é, meus inocentes leitores, pois reúne portugueses e espanhóis. E lembram-se do que aconteceu na última vez que estivemos juntos num desporto radical? A Armada Invencível. Aposto que o rei Felipe II de Espanha (porque não lhe reconheço qualquer título em Portugal) terá dito: Vamos ali ao Canal da Mancha disputar uma regata. E foi o que se viu…
No entanto, nem tudo são tristezas. Se a semana passada fiquei desanimado por o José Eduardo Moniz não se candidatar à presidência do Benfica, esse foi um pesar que depressa foi levado com a candidatura do Le Loup Fou. Pois se é para vencer, vencer, o Le Loup Fou é o único candidato capaz de farejar a vitória. Isso é indesmentível!










