Jornalista d’O Indesmentível morre asfixiado na Madeira
- Sábado, Setembro 12, 2009, 8:00
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Era o último dia de Pedro Valente na Madeira e ao serviço d’O Indesmentível, pois estava a preparar-se para ir apresentar o Jornal Nacional da TVI no continente
OBITUÁRIO/MC – Vimos lamentar a morte de Pedro Valente, o nosso repórter da Madeira, e talvez o jornalista mais intrépido, resistente e coleccionador de nódoas negras e cicatrizes profundas da história do jornalismo de, pelo menos, todo o Mundo colonizado pelos portugueses. Há uma máxima entre os madeirenses que diz: “#^)^.&^!= ^$^$ $$! -^–^—…“. (E que é incompreensível.) Mas Valente bateu-se toda a sua vida por causas e como gostava de dizer, “â principâl châgâ sociâl dâ Mâdeîra”, nem o governo regional, nem o nacional, nem a sociedade civil ainda conseguiu resolver: “hâ mûitâs pêssoâs nâ Mâdeîra, que nâo fâlâm uma pâlâvrâ de pôrtûguês!^”. Valente era um exemplo disso mesmo, sobretudo nestes últimos tempos em que tinha de nos ditar os artigos por telefone.
Na sequência da sua última notícia, foi impedido de trabalhar numa tentativa infame para o calar, que foi a queda de um zeppelin, em cima dele, provocando a sua morte por asfixia. À família e amigos do “Rambo”, como nós ternamente lhe chamávamos, o nosso ‘pêsâme’.










