A maior tragédia da Madeira dos últimos 32 anos continua a ser Alberto João Jardim
- Sexta-feira, Fevereiro 26, 2010, 12:10
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COMENTÁRIO/MC – Sempre que vejo uma ilha linda de gente boa e trabalhadora a braços com uma tragédia, com um dirigente que está mais gagá que a Lady, enterrado na lama até ao pescoço a vociferar absurdos atrás de absurdos, ganho uma alergia que me dá vontade de coçar os pulmões.
A Natureza parece ser a única na Madeira a não ter medo de Alberto João. O que é uma vergonha. Sobretudo para a Natureza, que assim lhe permite sacar mais dinheiro à República. Confesso, sou cronicamente alérgico a Alberto João Jardim.
À boa maneira salazarista, AJJ começou por pedir para não dramatizarem o assunto no estrangeiro. Cristiano Ronaldo obedeceu-lhe logo, escrevendo discretamente “Madeira” na roupa interior. Depois, AJJ acusou todos os geólogos, meteorologistas e arquitectos, que apontaram os erros urbanísticos, de canalhas sem vergonha na cara e com objectivos políticos. Talvez por ser gente que defende uma orografia socialista, uma geologia marxista-leninista, uma engenharia centro-esquerda e um planeamento soviético. Eu, confesso, a minha alergia é cubana.
Alberto João é uma calamidade, mas não é a única naquele pedaço de céu com tendências infernais. A outra calamidade pública é estarmos perante uma calamidade pública, mas as autoridades não poderem decretar o estado de calamidade pública, porque isso seria uma calamidade pública ainda maior que a do temporal… Agora, fiquei com falta de ar. É da alergia…
Tudo para não afastar os turistas, como aliás noticiaram todos os meios de comunicação social em todo o mundo ao passar as imagens de destruição do temporal. Esperemos agora que não dramatizem muito o acontecimento para fora do Sistema Solar… Agora fiquei mesmo tapadinho. Acho que é melhor ligar o oxigénio. É uma chatice porque não me dá jeito para fumar…
Uma coisa eu concedo a Alberto João: ainda antes de enterrar os que perderam a vida, Alberto já só pensa na Festa da Flor – mas que melhor festa se podia dar aos mortos?
Resta agora desfazer a confusão do número de vítimas mortais, quando Alberto João Jardim decretar o número oficial, pois aparentemente, na Madeira, alguém só está morto quando Alberto João diz que está. Eu, não posso ir à festa porque tenho uma alergia feroz a flores…











