Monárquicos armam um grande 31
- Sábado, Agosto 15, 2009, 8:00
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COMENTÁRIO POR MAURO TRISTÃO/MC – Pela calada da noite, quatro delinquentes de inspiração monárquica, trocaram a bandeira municipal dos paços de concelho, em Lisboa, pela da monarquia. Aparentemente a ideia era comemorar o centenário da República, um ano, um mês, 25 dias e nove horas e tal antes. Auto-denominando-se Movimento do 31 da Armada, os jovens desarmados como vieram ao mundo, envergando apenas uma máscara de carnaval do vilão de um filme americano muito conhecido, levaram a cabo o despautério sem que a PSP, com esquadra na esquina, desse pelo que fosse.
Como estamos em Agosto e não há mais nada para fazer – era isto ou discutir o homicídio do Bairro Alto – reabriram a velha discussão entre República e Monarquia durante pelo menos três ou quatro horas. Para mim é uma discussão inútil. Eu tenho garantias seguras de que a monarquia não será restaurada em Portugal e a principal é o facto de D. Duarte Pio estar vivo.
Os indivíduos já devolveram a bandeira autárquica e já foram devidamente identificados pela polícia que ainda assim teve muita dificuldade em escrever-lhes os nomes, já que se trata de nomes estrangeiros. O mais importante foi apreendido – a máscara negra usada na acção.
Mas a verdade é que esta República está frágil. Repare-se que para a tarefa que muitos militares têm de fazer aos pares e armados, bastou um dos 31, armado em parvo, o que diz bem do nosso exército que nos deverá defender de ataques à séria.

Ainda se hasteassem a bandeira da pirataria, podia ser que a câmara a mantivesse por estar mais de acordo com a sua condição – a da câmara e a do movimento
É normal em períodos de crise, que estes grupelhos ganhem um novo fôlego e até já estou preparado para novos ataques do PSD-Madeira e para as acções de guerrilha da Liga de Amigos de Viriato e da Cachola Portuguesa que há muito pretende instaurar no nosso país, o regime tribal e a matança do porco numa base diária.
É uma característica destes nossos tempos, jovens indignados que criticam, que apontam o dedo. E ainda bem que assim é, é sinal que ainda tem dedinhos. Pena é que apontem em todas as direcções como um touro acossado nas ruas de Pamplona.
Entre o içar de bandeiras em Lisboa e o queimar de carros em Paris, devemos dar graças ao que quer que seja por nos terem calhado os mais mariquinhas. Afinal, a monarquia ainda nos serve para alguma coisa, mais que não seja para ocupar rapazes que claramente, se passaram para o lado negro da força.










