O esplendor de Portugal tornou a levantar-se ontem (na Bela Vista), hoje e depois de amanhã!
EDITORIAL SEBASTIÃO B. PESSOA/ NC – Meus honrados leitores, é com dificuldade que hoje chego a vós. Estou afónico pelas vezes e intensidade com que ontem ergui a voz em defesa do nosso país, não que tivesse participado juntamente com os espanhóis na manifestação em defesa do rio Tejo pois, desde que um contingente militar espanhol esperava os portugueses na margem esquerda do rio Guadiana na altura das batalhas para a restauração da nossa independência, costumo evitar essa conjunção: água e espanhóis. É por isso que por vezes me custa lavar o cabelo, uma vez que tenho dificuldade em encontrar champôs que não sejam feitos do outro lado da fronteira. Como vos dizia, estou afónico e desde já agradeço os chás de perpétuas roxas que sei que muitos de vós enviarão para a redacção de O Indesmentível. Para não acumular presentes iguais, gostava que alguém se lembrasse de me enviar um Porto Tawny (que eu não sou homem de bebidas irlandesas), para eu poder ir levantando e baixando a garrafa em jeito de exercício de fisioterapia para as mãos, pois também mal as posso mexer. Todas estas mazelas porque sou um

Os portugueses não gostam de perder nem a feijões nem a caixotes do lixo
patriota e não quis deixar de ajudar o meu país a, mais uma vez, ficar no lugar dos melhores. E por isso, se o Modelo estabeleceu como desígnio nacional que atingíssemos o recorde do Mundo de maior aplauso, eu bati palmas até provocar uma tendinite; se para isso tinha de ver um concerto do Tony Carreira, cantei de cor todas as suas músicas mesmo sem as conhecer; e, se ainda era preciso ter o maior caixote de lixo, então paguei do meu próprio bolso o frete de dois camiões TIR com terra das minas de Urgeiriça e um veículo cisterna com água do rio Trancão. Para o meu fim-de-semana ser perfeito, só faltou o José Eduardo Moniz candidatar-se à presidência do Benfica, pois tinha curiosidade em ver que cargo iria dar à sua mulher no clube. Mas tenho cá para mim que, depois do capitão Wilson, só a generala Moura Guedes é que conseguiria pôr os jogadores a pau. Isso é indesmentível!










