O mistério de Fátima ao serviço do Quinto Império
EDITORIAL POR SEBASTIÃO B. PESSOA/NC – Meus benignos leitores, é sempre com enorme satisfação que venho ao vosso encontro falar da grandiosidade do nosso país. Mas hoje terei de ser um pouco mais curto porque encontro-me de partida para Fátima e já estou atrasado, uma vez que o meu carro, que já era velho no tempo em que a Lúcia era uma pastorinha, não anda mais rápido do que aquele grupo de peregrinos guiados por um cego.
Sou um crente de Fátima, porque ela tem sido um pilar na nossa consolidação como Quinto Império, que visa a ligação do Ocidente ao Oriente e muitos muçulmanos têm vindo ao santuário crentes que visitam a capela da filha de Maomé. Também Scolari, ex-treinador de equipas orientais, lhe pediu a taça, mas estou confiante que ela não acedeu no milagre de tornar a selecção portuguesa campeã, apenas por ciúmes da Virgem do Caravaggio.

Desde o incidente em Jerusalém que o seu filho nunca mais foi o mesmo
Uma vez ouvi uma senhora perguntar por que apareceria a mãe de Cristo em Portugal, tão longe da sua terra natal. Os desígnios de Deus são grandes e misteriosos, mas se até o mágico da máscara desvendou os segredos dos seus colegas, eu também posso explicar facilmente este acontecimento. A noção de Quinto Império, portanto de Portugal, nasce na bíblia, na profecia de Daniel sobre o sonho de Nabucodonosor. Logo, a mãe de Cristo, solidária com as verdades do livro que o pai do seu filho que não era o seu marido mandara escrever, resolveu fazer a sua aparição no Quinto Império. É verdade que errou por uns anos, pois ainda não somos o Quinto Império, mas depois de Afonso Henriques e o Santo Condestável terem falado com Cristo, era tempo da Sua mãe dar o ar da sua graça, mesmo que só lhe calhassem pastores. Infelizmente, mesmo com todos os seus segredos, ela não conseguiu evitar uma das grandes desgraças do fim do século passado e início deste: que o seu filho também aparecesse a Alexandra Solnado e ainda por cima a mandasse, à imitação do Seu Pai, escrever mais livros. Nisto, nem o pai nem a mãe de Cristo tiveram mão nele, pois desde o que se passou em Jerusalém que o filho deixou de ser obediente e o pai acaba por o deixar fazer tudo quanto quer. É esta a explicação do mistério do aparecimento de Fátima, que só vem, a meu ver e portanto está mais do que certo, engrandecer a superior busca da alma portuguesa e a procura de um lugar de estacionamento em Fátima, agora e para todo o sempre. Isto é indesmentível!










