Os Descobrimentos do século XXI repõem o que é nosso por direito
- Domingo, Maio 17, 2009, 8:00
- Destaque, Editorial
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EDITORIAL POR SEBASTIÃO B. PESSOA/NC – Meus amáveis leitores, é sempre com enorme satisfação que venho ao vosso encontro falar da grandiosidade do nosso país. Desde o grito do Ipiranga à dissolução do nosso império, Portugal parecia ter um só caminho: comprimir-se. E os verões escaldantes dos últimos anos, com temperaturas acima da média não ajudavam nada, pois bem se sabe que as peças de boa qualidade têm tendência a encolher com o calor. Mas ainda com portugueses de boa cepa e com o mar no sangue, voltou-se a pegar em barcos e partir à descoberta e à conquista! À conquista de provas de que existe uma continuidade geológica entre a nossa actual plataforma e o que está para a frente e de que não temos complexos de pequenez. Daí que se a ONU aceitar a nossa proposta, a nossa Zona Económica Exclusiva (ZEE) duplicará, passando de 1,8 milhões de quilómetros quadrados para os 3,6, ou seja espaço suficiente para verem que somos grandes e que aqueles bebés a nadarem no anúncio da Expo98 foram um erro de casting.

A verdade da história reposta: Portugal sempre foi do tamanho do mundo, mesmo quando ainda não sabíamos o tamanho deste
Este é um novo Tratado de Tordesilhas, apesar de só nos irem dar o que sempre foi nosso e benevolamente fomos concedendo. É verdade que já não se precisam de estrelas para navegar, o que até calha bem pois com a poluição até elas estão em extinção nos céus e diz-se que não as temos em Portugal pois o nosso panorama artístico é muito pequeno. Mas quero louvar estes cientistas por todas as agruras que passaram, quais Gamas e Cabrais, pois não pensem que ligar pelo solo e subsolo marinhos o continente directamente à Madeira não é um trabalho tão ao mais árduo do que dobrar o Cabo das Tormentas. E se com a façanha de Bartolomeu Dias se descobriu que o gigante Adamastor era uma figura imaginária, isso foi só porque o navegador não nasceu a tempo de conhecer o Alberto João Jardim. Ó nossos egrégios avós D. João II, Infante D. Henrique e o meu (que conseguiu conquistar na reunião de condóminos dois metros quadrados de patamar da entrada para guardar a motorizada), regozijem-se pois com estes descobridores modernos volta a afirmação da nossa identidade. Por isso nunca é tarde para relembrar: Olivença é nossa! Isso é indesmentível!











secante!!!ohh é!!!