Que dizer de um campanha que tem como pontos altos as cacetadas a um candidato e os espirros de outro?
- Sábado, Junho 6, 2009, 8:00
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COMENTÁRIO POR MAURO TRISTÃO/MC – Estas eleições são mais irrelevantes que as eleições para a constituinte russa de 1918 e ainda mais irrelevantes que a última eleição para a Associação de Estudantes da Universidade Moderna. Confesso que apesar de não frequentar tais sítios, até nas eleições para a administração do condomínio do meu prédio, há coisas mais importantes em jogo.
Os candidatos são tão maus que há muitos personagens a sério de contos infantis que teriam feito melhor. Por exemplo o Lobo Mau, que como se sabe tinha como principal proposta política a erradicação da gripe suína na Europa e no Mundo. Algo urgente e prático, mas a que ninguém deu atenção e agora temo o pior.
Nenhum dos candidatos discutiu a Europa. E ainda bem, porque de coisas tristes estamos nós fartos. E depois, porque é que eles haveriam de discutir uma coisa que não percebem e que na verdade não existe? A Europa já foi um bom e próspero projecto. Mas desde a redicula [sic] Estratégia de Lisboa, do infame Tratado de Lisboa e de um mandato completo (para variar) de Durão Barroso, já pouco sobra. Sim, Portugal é o principal responsável pelo estado a que esta Europa chegou. Mas não está sozinho. Com líderes como Pinócrates, Cherne-Barroso, Bean-Zapatero, Gretel-Merkel, Grand Danois-Brown e aquela senhora bem parecida que manda em França, a Bruna, não é possível afirmar que estamos sequer a caminho, quanto mais no bom caminho.
Ao vazio de ideias, juntaram-se campanhas medíocres e brindes de mau gosto, nomeadamente os chapéus e as canetas, provando que estamos em crise e que alguém anda a meter muito dinheiro ao bolso. Nomeadamente, as empresas de brindes que andam a vender chapéus chineses por 35 euros mais IVA cada, só por ser para o partido do seu coração! Depois, para os partidos, em Portugal só vota quem vai a feiras, mercados e fala muito alto. Quem faz compras silenciosamente no Continente Online, não tem direito a apertar a mão aos candidatos. São cidadãos de segunda, apesar de terem os descontos no cartão.
A verdade é que amanhã ninguém vai votar, porque exactamente todos sabem muito bem o que os deputados europeus lá estão a fazer. Estão a fazer leis sobre a venda de Bolas de Berlim, o uso da colher-de-pau e o tamanho da unhaca portuguesa. E o desprezo, sabemos, é a nossa melhor arma contra a limitação da afirmação da nossa nacionalidade.











