Sangue de Berlusconi também é vermelho e jorra para as objectivas
- Sexta-feira, Dezembro 18, 2009, 8:00
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Berlusconi não vai calar-se: passará a falar o que falava mais um lábio aberto de conversa e dois dentes partidos de disparate
COMENTÁRIO/MC – Toda esta história da agressão a Berlusconi é profundamente lamentável. Não tanto pela agressão, mas pelas imagens da cara-de-saída-do-corpo ensanguentado de Berlusconi, com um esgar de dor a fazer lembrar um canibal feio com dificuldade em engolir um último pedaço de lombo duro. Preferia mil vezes as imagens dos corpos estropiados dos iraquianos num bazar, em mais um rotineiro atentado à bomba em Bagdade.
Conheço bem Máximo Tartaglia do tempo em que estive “arrecadado” em Itália, por ter tentado empurrar a Torre de Pisa para ver se ela caía de vez. Éramos colegas de solitária e ainda mantenho alguma correspondência com ele. Até já lhe tinha dito que às vezes me dava vontade de lá voltar para derrubar a Torre com Berlusconi por baixo. Mas nunca pensei que ele se lembrasse de deixar cair o Duomo di Milano em cima de Il Cavalieri.
Máximo Tartaglia é maluco de papel passado pelo médico psiquiatra, o que na prática significa que pode fazer o que quiser porque é inimputável. Fico contente de ainda haver homens livres, quando não estão presos por uma camisa de forças a comer sopa por uma palhinha ao ritmo de choques eléctricos nos testículos.
Fica agora mais compreensível a razão porque os iraquianos perderam a guerra e foram invadidos. Se no Iraque mandam sapatos a precisar de meias solas aos presidentes, em Itália, Berlusconi levou com um dos mais importantes monumento góticos na boca. Provou o amargo sabor da trágica história italiana, mas teve sorte, Tartaglia podia ter seguido a minha ideia e enfiar-lhe uma réplica da Torre de Pisa pelo “culo” mafioso acima. Não sangraria menos, mas pelo menos nenhum jornal se atreveria a passar as imagens. Espero…










