Saramago: um espanhol que pensa que é português, um português que julga que é espanhol, ou apenas um português casado com uma espanhola?
EDITORIAL POR SEBASTIÃO B. PESSOA/NC – Caros leitores, começo este editorial com uma certa tristeza, pois o nosso estimado laureado com o Nobel da Literatura encontra-se internado num hospital das Canárias. A tristeza não é total porque não tenho bem a certeza se ele não será um agente secreto ao serviço dos reis de Castela. Sim, caros leitores, não se deixem ludibriar pelo facto de ele escrever em português e pontuar mal. Isso, só por si, não lhe dá um atestado de “portugabilidade”. Desconfiei da sua nacionalidade quando ele se mostrou a favor de uma Ibéria unida, pois sabemos o resultado que isso deu quando a última pessoa pensou nisso: a chegada da nossa idade do ouro atrasou-se quase tanto quanto a Microsoft está a fazer esperar pelo substituto do Windows Vista. A ideia de uma Ibéria unida também se pode justificar por demência e isso explicaria a confusão do próprio Saramago que já não sabe ao certo se é um espanhol que pensa que é português, um português que julga que é espanhol, ou apenas um português casado com uma espanhola. Por outro lado, agora que a idade do ouro e do conhecimento bate à nossa porta, como poderia ele ter ganho um prémio Nobel se não fosse português, ou mesmo um português disfarçado de outra coisa qualquer, ou vice-versa? Ora senão vejamos: o nosso prémio Nobel da Literatura foi atribuído a um espanhol, o da Paz a dois timorenses e o da Medicina a um português sem desculpa, mas neste caso já se pensa retirar o seu prémio. O que também vem provar aquilo que respondo quando oiço dizer que o nosso país é pequeno: não há países pequenos e sim pessoas pequenas. Por isso, desde que as grandes marcas se instalaram em Portugal, qualquer verdadeiro português precisa de fazer bainhas de meio metro quando compra umas calças.
Mais Provas do nosso destino:
E que alvoroço é este acerca desta série de sismos em Itália que mais parecem os episódios do Dallas? O nosso, em 1755, foi uma grande produção ao nível de Hollywood! Mais um pouco e até se abriam os túneis do metro do Terreiro do Paço logo nessa altura, evitando os efeitos catastróficos que se verificaram depois.










