Sócrates comporta-se como um marido desconfiado e Cavaco como uma esposa ressabiada
- Sábado, Agosto 22, 2009, 8:00
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COMENTÁRIO POR MAURO TRISTÃO/MC – Ando muito mal. Sinto-me sem forças e cansado. Sinto-me asfixiado, arfante, com falta de democracia. A culpa é desta asfixia democrática de que todos falam e que me impede por exemplo de dizer que Cavaco e Sócrates são ambos umas put4s batidas, como eu gostaria de pôr as coisas, mas não posso. Isto faz-me lembrar o tempo em que saíamos à rua para beber uns copos e mandar umas bocas com os amigos e acordávamos no Tarrafal a beber a própria urina e a dividir um cigarro com uma ratazana nua. Ainda assim vou tentar escrever este comentário. Sócrates tem razão, esta história da escuta aos assessores do presidente é um “disparate de Verão”. Mas só porque estamos no Verão, se estivéssemos no Inverno seria um disparate de Inverno e se estivéssemos em Marte seria um disparate do outro mundo. Os assessores, o próprio presidente e sobretudo a Maria estão actualmente sob escuta. Sei disso porque sou eu que os escuto. Mas infelizmente não têm dito nada. De jeito.

Com as eleições à porta, é todo um país à escuta de disparates
Talvez tenham medo de serem escutados. Cavaco já não fala com a Maria desde a última vez que tiveram sexo que foi… bem, teria de ver nos registos, já não me lembro bem, mas acho que já foi este ano. Hum… talvez não. Não sei. Mas não é só a casa presidencial que está sob escuta. Toda a gente neste país é escutada. É aí que reside o problema. Não há pateta nenhum, seja um anónimo de rua, um presidente de país ou um Zé Manuel Alegre Ninguém, a que uma cáfila de jornalistas esbaforidos não queira dar tempo de antena. E quando raramente, alguém tem mesmo alguma coisa para dizer, corta-se para intervalo ou para um directo a partir do epicentro dos disparates de todo-o-ano ou pior ainda, para a opinião de Pacheco Pereira.










