Sócrates ressuscita, Nobre transforma vinho em água e Ferro Rodrigues apareceu em Matosinhos
- Segunda-feira, Abril 11, 2011, 8:30
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Sócrates vive: ainda vai enterrar todos os oponentes políticos, o Presidente da República e alguns bebés que nunca receberam o cheque-bebé
COMENTÁRIO/MC – Alguém exagerou nas notícias de que Sócrates estava politicamente morto e depois deste fim-de-semana, percebemos que ele vai lutar como o chefe dos vira-latas, com os dentes cravados na canela do poder e os olhos no osso da vaca do Estado. Para isso, Sócrates tem uma ajuda providencial: Pedro Passos Coelho. Pouco interessa que o líder da oposição, Pedro Passos Coelho tenha notado que Sócrates vai “de desastre em desastre até à ruína final”. Desde que é líder do PSD, Passos Coelho conseguiu o que na política se pode designar, como “cada tiro, cada melro” ou em terminologia popular, “cada cavadela, cada minhoca”. Tem o mérito de até agora, ter feito tudo mal, e de cada vez que anuncia alguma coisa, provocar arrepios na espinha de toda a direita portuguesa. Que ainda assim espera que ele vá de desastre em desastre, até à vitória final.
A última cavadela, a escolha de Fernando Nobre é, ainda assim, de saudar. Primeiro, porque Nobre é um homem que está habituado a catástrofes e situações em que é preciso operar e fazer lobotomias. E ele estará no sitio certo: no Parlamento. Depois porque já era tempo de termos um presidente da Assembleia da República imparcial. Fernando Nobre é um homem que tanto defende toda a linha política do Bloco de Esquerda, como é soarista, como a seguir tem um ataque de social-democracia. Vejo nele um amigo de sempre do PCP e a concordância com o PP no que toca a questões da lavoura e boas maneiras. E para aqueles que o acusam de incoerente, é necessário lembrá-los que Fernando Nobre é médico e portanto fez o juramento de Hipócrates, pai da medicina e de onde deriva a palavra hipocrisia.
Resta saber se o PSD chega a ganhar as próximas eleições, porque sinto que Pedro Passos Coelho tem o que é preciso, para perder mais uma oportunidade de matar politicamente o primeiro-ministro e erradicar dos manuais escolares todas as referências a Sócrates, incluindo ao brasileiro e ao grego.
O PS “surpreendeu” com Ferro Rodrigues, optando assim pela ultrapassada e derrotada estratégia eleitoral dos candidatos feios.










