Um país ingovernável, à beira de um ataque de nervos… e às compras para o Natal
- Sexta-feira, Dezembro 11, 2009, 8:00
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COMENTÁRIO/MC – Com o governo nas ruas da amargura, a bancarrota na carteira e a miséria na ponta dos garfos, Portugal prepara-se para resolver todos os problemas do país, usando o último recurso: passar uns dias às compras e implorar pelo re-regresso de Cavaco Silva. Neste país, desde os saudosos anos 80, quando tudo o mais falha, os portugueses metem-se nos centros comerciais e entregam o futuro nas mãos de Cavaco. Sobretudo o PSD que é hoje em dia, o exemplo perfeito do nosso país: um partido falhado de poder, falido de ideias e endividado de favores por pagar a barões e a vilões.
Mas podem tirar o cavalinho da seca: Cavaco Silva é o pior Presidente da República desde o 25 de Abril. Sempre achei que Sampaio era o pior, mas Cavaco convenceu-me. Cavaco, como presidente, é uma múmia fechada num sarcófago, dentro de um mausoléu, num país que cheira mais a mofo que o jazigo do Salazar. Cavaco não é nem um presidente, nem um rei. Cavaco é um bolo-rei: redondo, sem ponta por onde se lhe pegue, com um furo no meio, cheio de frutas tão cristalizadas como as suas ideias e com fava em todas as fatias. Se fosse um pássaro, Cavaco era uma avestruz que não voa, com a cabeça enterrada na areia à escuta e com um bolo rei enfiado no pescoço. Da última vez que teve de gerir um problema sério, mandou a polícia avançar sobre a multidão.
Presidencialismo, talvez. Mas se a ideia for suspender a democracia, então preparem-se para o pior: eu próprio sairei da minha reforma de malte para, se necessário, nas ruas, voltar a implantar a democracia ao pontapé e à navalhada. Eu comia Pides ao pequeno-almoço antes do 25 de Abril e já mandei ir buscar ao sótão o meu kit anti-fascista e já estou a afiá-lo. A mim ninguém me cala!*
* – Sebastião B. Pessoa e os seus comentários não valem mais que isto: um asterisco. Diz-se um optimista mas não passa de um louco megalómano como todos os directores de jornais. E sim, a reputação de um ou dois membros do Priorado podia ser afectada com o meu afastamento deste jornal. E eu nunca me disse amigo dele, antes pelo contrário. Se o fiz foi por força de expressão, do género: “Então como vai o meu grande amigo”, que mais não quer dizer: “Que saudades tenho de não te ver”.












bem…converti-me e devo informar que se te enviei convite foi por engano…ih ih
de qualquer das formas, o meu intuito é o de comentar…mas no fundo para quê…já está tudo dito!!
e viva o Natal!!
Viva!