A única comemoração neste centenário devia ser a distribuição de bananas ao povo
- Sexta-feira, Outubro 1, 2010, 10:00
- Comentário, Destaque
- 163 visualizações
- Comentar

Em 1910 implantaram a República e desde então não tem parado de crescer e precisa que a reguem cada vez com mais dinheiro
COMENTÁRIO/MC – A alegoria preferida dos primeiros republicanos era a de uma mulher de seios fartos ao léu. Penso que isto diz tudo acerca da República – muita mama para todos. Foi de resto a República que introduziu o topless em Portugal. Infelizmente, não pegou, porque a Virgem apareceu em 1917 e avisou logo que isso era pecado. E isto não é nenhum segredo.
Uma República é no fundo uma forma de desgoverno na qual um fulano ganha o direito de desmandar se conseguir enganar a maioria aparente do povo. Nunca percebi porque é que uma coisa proclamada na varanda da Câmara Municipal de Lisboa se aplicou ao resto da Nação. Por este andar a Emel também vai acabar por se expandir a todo o País.
Mas lá por eu não gostar da República, estou longe de ser monárquico. Para mim, o regime ideal é o alimentar, à base de pão, queijo e vinho tinto.
Podemos perceber melhor a nossa República se olharmos à sua génese (finalmente, esta palavra é usada n’O Indesmentível…). A revolução republicana de 1910 rivaliza com a revolução do 25 de Abril em termos de ridicularidade.
Senão vejamos, Cândido dos Reis, à espera de ouvir três tiros, ouviu só um e acabou por se suicidar convencido que tudo tinha falhado. Na rotunda, a maioria dos oficiais revoltosos, desalentados com “o sossego da cidade”, desistiram e foram para casa deixando Machado dos Santos, o herói da rotunda, sozinho. Nos combates, as duas forças inimigas entrincheiradas, cuspiam tiros da ponta da rua para a outra, mas paravam às dez da manhã, para os moradores poderem ir ao pão. Finalmente, o desenlace: um representante alemão, chegado na antevéspera, instalara-se num hotel da avenida perto da zona dos combates. Perante este perigo, o diplomata dirigiu-se ao quartel-general para pedir um cessar-fogo que lhe permitisse evacuar os cidadãos estrangeiros. Os monárquicos acederam e o diplomata alemão, acompanhado de um ordenança com uma bandeira branca, dirigiu-se à Rotunda para acertar o armistício com os revoltosos. Estes ao verem uma bandeira branca, julgaram que se tratava da rendição e toca de sair entusiasticamente das fileiras para se juntar ao povo, que saiu das ruas laterais gritando vivas à República. Estava feita a revolução. Dá-me vontade de emigrar para um país onde haja quem saiba fazer as coisas como deve ser.










