Luisinha a banhos II
- Domingo, Agosto 1, 2010, 8:00
- Luisinha dixit
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Continuo pela praia e em atenta observação dos espécimes que por ela pululam. Que vi desta feita pelo areal? Não estão preparados, garanto. Passo a enunciar: três casais, sete crianças, duas geleiras, cinco chapéus de sol e uma orca insuflável. Verdade, eu caia aqui redonda – redonda não, que me dá nauseas pensar em massa adiposa – se não era tal qual como lhes conto.
Pareceu-me que o parentesco era feito pelos três machos. Ou então as pessoas ficam mesmo parecidas umas com as outras com o convívio. Três exemplares enormes, de grandes bícepes ainda que um pouco flácidos. Três gordos, vá. Todos três de mangas à cava, óculos na cabeça, calções de riscas. Estas riscas seriam verticais na montra, neles são serpentinas que contornam a coxa robusta. Gorda, vá.
Homem precavido, mesmo que rude, é homem que me atrai e estes… ai senhores… então não tinham martelos para os chapéus na areia? Isto é homem para jantar de berbequim em riste à espera que se desaparafuse qualquer coisa!
O arsenal não ficava por aqui. Quando as matriarcas já tinham besuntado crias e maridos de protector, começavam elas a despir-se, o macho alfa avança e prende dois panos a dois chapéus. Assim mesmo, sem mais nada. Fez-se ali um acampamento em três tempos.
Estava eu extenuada com a azáfama daquela gente – eu trago toalha, alugo toldo e folheio a Hola – quando me lembrei da orca. Ali estava ela, a três metros de mim: enorme, preta de ventre branco e dentola de desenho animado. No dorso… que é aquilo no dorso?! Quase ao mesmo tempo que eu, uma das fêmeas dá um salto – “ai, então isto ficava aqui?” e percebi que havia desarmonia no cosmos. Então esta gente que alinha geleiras, crianças, chapéus esquece-se de um saco com alguns 27 papo-secos nas costas da orca de borracha?!












