Luisinha e a Consoada
- Domingo, Dezembro 20, 2009, 8:00
- Luisinha dixit
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Faltam 4 dias para a noite de Natal. Da Consoada, da Ceia de Natal que cada vez mais é um enfardar sem parar. Emília manda na cozinha e a única exigência que faço é que o cheiro a açúcar e canela encham a casa. É escrupulosamente cumprido o meu desejo. Quem não acha nada bem é a minha irmã Rosarinho. Está sempre tudo mal, é demais, e o Natal não é comida (não posso evitar, lembrar-me da sábia mãe da semana passada “O Natal é o Jesus”).
Depois de Emília sair para a sua Ceia, é connosco. Começa o pinhão aqui, a noz ali. E a minha irmã a acompanhar. Canapés e entradas que deviam chamar-se já salões de baile, tal o fausto. E Rosarinho “deixa cá ver, já agora…” Depois, o desfile: sopa, quem quer? Todos, pois está bem de ver, “a sopa aconchega e nem é preciso mais” garante a minha irmã. Vem o bacalhau, quem não come? Poucos, muito poucos. Nós temos carne na Ceia, paciência. E come-se, pois come. Mais houvesse, mais se comeria. Rosarinho é a mais entusiasta na mesa a esta altura.
No fim, doces. Mais doces. Mais ainda. E alguma fruta. E por aí fora, até ao sal de fruto antes de deitar. Para o ano, repetimos tudo. E Rosarinho mais uma vez não aprovará.










