Luisinha e o Pudim Danone
- Domingo, Outubro 18, 2009, 8:00
- Luisinha dixit
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Tenho sobrinhos das mais diversas idades. Filhos de irmãos, cunhados, ex-cunhados, ex-maridos, filhos de amigos e amigos de filhos. Se fosse um de cada seriam seis, multiplique-se por um milhar e estaremos perto. Dizia eu que têm as mais variadas idades, de maneira que alguns entraram agora para a faculdade e serão em pouco tempo mais uns assistentes de call center.
Mas quero falar das praxes, as entediantes praxes… Gabo-lhes a pachorra – aos miúdos, bem entendido – de andarem em rebanho aos gritos e urros, ás ordens daqueles grupos de cem onde dez terão uma réstia de noção do que será a origem das praxes e companhia. Tal como esta tradição não se perdeu totalmente no tempo, o pudim Danone mantém-se de pedra e cal nas primeiras semanas do ano académico e isso é só deprimente. Pergunto-lhes por que estão todos de gatas a cantar aquilo se era um reclame “Oh tia, não lhe vou explicar”. Mostrei-lhes um dia destes de onde vem aquela cantilena do “não pares, não pares” e que de sexy só teve Luis Figo ao espelho a cantá-la naquele seu jeito tímido e pouco afinado. Calaram-se para sempre, pareceu-me.










