Luisinha e o Mundial

cartão luisinha Luisinha e o MundialA única altura em que eu gostava de ser emigrante de valise en carton, é quando joga Portugal. Se eu me chamasse Françoise-viens-ici-faxavor pelo menos nestas alturas gritava por Portugal em uníssono com toda a gente à minha volta. Cá não, cá é a esquizofrenia total. No primeiro jogo está tudo contra, as escolhas de Queirós são péssimas, onde já se viu. O jogo acaba e dos seus sofás todos confirmam: “eu já sabia”.
Ao segundo, 7 – 0 à Coreia do Norte. Ninuem quer saber da sova que aqueles 11 podem levar ou se O Grande Líder viu sequer um fora-de-jogo que os absolva. É a euforia, somos os maiores, desta é que vai ser.
Com o Brasil, claramente um jogo para descansar, e de novo a revolta. Como é possivel, que fazia Duda ali, ninguém acerta um passe, só Coentrão continua a ser unanimemente o melhor. Para não passar, Portugal tinha de perder 3-0 e a Costa do MArfim ganhar 6 – 0. Isto é uma questão de numeros mais que de golos. Literalmente, porque o mais importante era não os sofrer. Marcar um, seria um brinde e um abanão no Brasil, mas não era fundamental. Não se justifica a fúria, que só faz aumentar as rugas de expressão e a minha vontade de emigrar.
Tudo isto aprendi no salão de Francis, com Clarinha. Terça-feira voltaremos a ser os 3, Fabiennes e Marie Gorettes a torcer por Portugal.

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