Governo vai taxar subsídio de refeição: tascas de almoço já reagiram

Se a proposta for avante, um terço do conduto ou metade da massa vai para o fisco
TASCAS/MC – O “imposto da bucha”, como já lhe chamam, vai ficar com metade das batatas fritas num bitoque normal, com um terço do chispe na feijoada à transmontana e com toda a farinheira do cozido à portuguesa.
No âmbito das alterações ao código contributivo, o governo quer alargar “os elementos da remuneração sujeitos a descontos”, ou seja, tirar-nos o comer da boca. Os parceiros sociais já reagiram e a oposição já mal consegue almoçar a pensar que isto pode vir a tornar-se realidade. O representante máximo da Associação de Tascas de Portugal, Joaquim Alarve já veio à copa dizer que se trata do “maior ataque à mesa lusitana desde que Salazar lançou o imposto especial sobre as pataniscas de bacalhau”. Indignado e meio entornado, Alarve afirmou que “o governo quer um pedaço de tudo, do subsídio de alimentação, dos vales de refeições e até da gorja para a mini fresquinha”.










