Se não fosse tão comum, seria demasiado cedo para fazer piadas com o atentado em Bagdad

a maioria dos portugueses não distingue uma catástrofe iraquiana de uma tragédia iraniana
TIC-TAC-BUM/JS – Os telejornais voltaram a abrir com notícia de um atentado – embora neste caso tenham sido cinco -, em Bagdad – mas podia ter sido noutro sítio qualquer desde que houvesse um toque de Médio Oriente.
Os portugueses parecem reagir de forma regular a este tipo de peças jornalísticas: abanam a cabeça com ar triste e revoltado, dizem algo como “não descansam enquanto não se matarem todos uns aos outros” e eventualmente arrotam se estiverem a jantar em frente à TV. Mas estes momentos noticiosos, que nos enchem de alegria por sermos portugueses e não termos conflitos internos violentos porque dá demasiado trabalho, são rapidamente esquecidos.
Assim que o telejornal passa para o futebol, começam a confundir-se os factos e as imagens de destroços, cadáveres e pessoas com ar de imigrante ilegal que quando gritam para a câmara fazem aparecer legendas. E quando o pivô se despede, com ou sem trejeito particular, já poucos se recordam se os autores dos atentados eram sunitas, xiitas ou chiquititas.










