Ausência de casos de gripe em Portugal estava a provocar ansiedade na comunicação social

Mesmo sem a gripe, a ideia de reportar usando uma máscara poderia garantir um menor nível de contaminação da informação
REDACÇÃO/MC – Alguns jornalistas sofriam já de sintomas agudos de febres altas, nervoso miudinho e excesso de consumo de máscaras protectoras em privado. Depois da pandemia ter alastrado a diversos países europeus e outros sítios no mundo, e apesar das suspeições, não existia nenhum caso confirmado de gripe ex-suína em Portugal até hoje. “Um escândalo de proporções pandémicas”, segundo uma fonte bem colocada junto de jornalistas de rua, acrescentando que “só num país muito atrasado como o nosso é que uma situação destas pode acontecer”. Aqui e em África, continente menos afectado com a Gripe A, até porque em muitos países do continente africano, não existe dinheiro para comprar um A para o alfabeto, quanto mais viajar para os resorts do México. Ainda de acordo com um director de um jornal desmentível, esta situação está a provocar um mal estar entre os jornalistas e comentadores, que se vêem assim impossibilitados de ganharem experiência na cobertura, análise e enchimento de chouriços de pandemias. “Quando é que um repórter português poderá andar na rua de máscara a falar com pessoas de máscara, finalmente podendo fazer todas as perguntas pertinentes, sem ter que mostrar a cara?”, desabafou um pivô a’O Indesmentível que não quis dar a cara.










