Flagelo do emprego afecta 90 por cento dos portugueses
- Quarta-feira, Novembro 18, 2009, 8:00
- Portugal, Quentes e Boas
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O princípio é o mesmo dos pensos de nicotina, para deixar de trabalhar aos poucos
DAS 9 ÀS 5/JS – Apesar das estatísticas animadoras de que o desemprego já atinge quase dez por cento da população, a esmagadora maioria dos portugueses continua a sofrer de emprego, havendo quem sofra de mais que um tipo desta maleita. Os desempregados são ainda uma elite que vive dignamente de subsídios, e que consegue apreciar as maravilhas de ter quatro ou cinco pessoas a viver num T1 num bairro social.
Mas há boas notícias. No combate ao emprego estável está o aumento do trabalho temporário, uma estirpe sazonal muito conhecida, tal como a estirpe do “estágio não-remunerado”. Várias empresas têm conseguido falir e salvar centenas de pessoas dos seus empregos. Outras fazem o possível por despedir primeiro os grupos mais carenciados, como grávidas, pessoas com doenças incapacitantes e imigrantes ilegais que não tenham laços com nenhuma máfia.
Porém, nenhuma destas medidas tem tido efeito na função pública, um dos grupos mais resistentes ao despedimento, mas com muitos exemplos corajosos de pessoas que conseguem ultrapassar a vontade de trabalhar.










