O cântico de Natal de Sócrates
- Sábado, Dezembro 26, 2009, 12:00
- Exclusivo, Portugal, Quentes e Boas, Vida
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O dilema de Ebenezer Sócrates: não sabe se há-de ser demitido, se aceita um emprego no estrangeiro, se se demite ou se vai preso
DICKENSLAND/MC – Para começar: Santana Lopes está politicamente morto. Só assim, esta história e o congresso antecipado farão sentido.
Na noite de Natal, Santana Lopes apareceu politicamente a Sócrates. Começou por dizer-lhe que o espírito do menino-guerreiro não pode ter paz porque não foi um bom primeiro-ministro, mas que Sócrates ainda está a tempo de o ser. E por isso três espíritos o visitariam. Pouco depois, apareceu a Sócrates o espírito do Governo do Passado, António Guterres, que o fez regressar ao tempo em que Sócrates ainda acreditava na política, falsificava diplomas e aprovava empreendimentos ingleses em Alcochete, enquanto Guterres metia água no pântano onde nos havíamos de afogar. Mas Sócrates, disse-lhe que havia mais refugiados num país qualquer em África e despachou-o. Pouco depois chegou o Governo do Presente, Cavaco Silva, que lhe mostrou como apesar de tudo ainda há um secretário-de-estado no Governo que trabalha, não é corrupto e é feliz apesar de não ter poder nenhum. De seguida, Cavaco levantou o seu manto e revelou duas caras terríveis, a de Louçã e a de Jerónimo e pediu a Sócrates para ter cuidado com elas e foi-se embora.
O terceiro espírito, o dos Governos futuros, Durão Barroso, nada disse e mostrou a Sócrates como será depois de ele ser primeiro-ministro. Mostrou-lhe os eventos internacionais, as mordomias e os benefícios que terá como vendedor de Magalhães por todo o mundo. E partiu.
Segundo o nosso jornal apurou, Sócrates amanheceu outro primeiro-ministro, tornou-se honesto, dialogante e bom governante. Depois acordámos nós.










